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Brigas constantes dos pais prejudica o desenvolvimento das crianças

Um estudo feito pelo departamento de ciências psicológicas da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, apontou que crianças que presenciam brigas constantes dos pais podem ter o seu desenvolvimento prejudicado.

Publicada no “Journal of Social and Personal Relationships”, a pesquisa foi feita com 99 jovens de 9 a 11 anos, separadas em dois grupos distintos, a partir de um questionário preenchido pelas mães. O primeiro seria de crianças que viviam em famílias de “alto conflito”, e o segundo de “baixo conflito”.

O resultado apontou que as crianças do grupo de “alto conflito” têm maior disposição a sofrerem com ansiedade, insegurança, culpa, agressividade e dificuldade de se relacionar com outras pessoas.

“A mensagem é clara”, alerta Alice Schermerhorn, professora-assistente do departamento de ciências psicológicas da Universidade de Vermont e autora do estudo. “Até em níveis baixos de adversidades, brigas entre pais não fazem bem para as crianças”, reforça.

Conflitos prejudicam a formação de conexões neurais

Quem endossa a afirmação é Gordon Harold, professor de Psicologia da Universidade de Sussex (Reino Unido) e coautor do estudo sobre os impactos de conflitos interparentais nas crianças.

“Uma recente revisão de pesquisas internacionais, conduzidas ao longo de décadas e analisando comportamentos domésticos e o desempenho de crianças ao longo da vida, sugere que, a partir dos seis meses de vida, crianças expostas a conflitos tendem a ter batimentos cardíacos mais acelerados e níveis mais altos de estresse – o que, por sua vez, prejudica a formação de conexões neurais nos cérebros infantis.”

Segundo Harold, conflitos interparentais severos ou crônicos podem provocar consequências como interrupções no desenvolvimento cerebral, distúrbios do sono, ansiedade, depressão, indisciplina e outros problemas graves em bebês, crianças e adolescentes.

1 Comentário

  1. […] introdução do aleitamento materno pode, segundo o documento, gerar consequências ameaçadoras à saúde do bebê. A maioria dos bebês que não são amamentados na primeira hora de vida vivem em países de baixa […]

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